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Jornal do Enéas
Em Balneário Camboriú, SC, meu velho amigo (desde os tempos do jornal Intercâmbio - início dos anos 1970 - e da revista O Saco) Enéas Athanázio edita o pequeno Jornal do Enéas. O número 24, referente a junho de 2009, se abre com artigo do cearense Dimas Macedo: comenta o romance E se, de repente, eles parassem..., de Raquel Machado. Na página seguinte, um conto de Olga Savary: "O rei dos lençóis", que publiquei há anos na revista Literatura, que se finou há pouco. A p. 3 traz dois poemas: de Luis Santos e Adair José de Aguiar. A seguinte, poema de C. Ronald e artigo - "Novo livro de C. Ronald", de Vinícius Alves, a respeito do livro Um lugar para os dois. A quinta página mostra três fotos e um desenho relativos ao episódio histórico de Contestado. Ao lado, artigo de Betty Sanson: "Perfume Volpato". Com "Os três fins d'A barca de Gleyre", Trajano Pereira da Silva relembra Lobato. Em "A epidemia de laptopirose", Sérgio Martins Pandolfo brinca com o termo laptop (p. 7). Para fechar o número, conto de Enéas: "Olhos esbugalhados", e breve comentário de Juliana Freitas ao livro José Athanázio, meu pai. O endereço de Eneás é e.atha@terra.com.br /////
Escrito por Nilto Maciel às 16h13
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Vida literária
É este o título do novo livro do mineiro-brasiliense Napoleão Valadares. A obra é de 2009 (Maranata Editora). Trata-se de obra para teatro, em quatro atos. No primeiro, alguns escritores estão reunidos na Livraria Dom Bosco, na capital federal. É 21 de abril de 1963. Cria-se uma entidade: Associação Nacional de Escritores. O segundo ato se dá em 1987 e o local da reunião é o Restaurante Xiquexique. O terceiro se dá em 1990, no Restaurante Macambira. No último ato os escritores se encontram na sede da ANE e o ano é 1996, ano da inauguração do prédio. Napoleão procura retratar ou recontar aqueles encontros. Alguns já não vivem, como José Hélder de Souza, Zita de Andrade Lima, Fernando Mendes Viana, Almeida Fischer e Antonio Roberval Miketen. Mas a ANE está mais viva do que nunca. /////
Escrito por Nilto Maciel às 14h53
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Never more
Inocêncio de Melo Filho
Para José Alcides Pinto
Nunca mais festejarás minha chegada Nunca mais nos diremos palavras belas Nunca mais teceremos elogios mútuos Nunca mais tomaremos chá entre livros E palavras Nunca mais caminharei ao seu lado Nunca mais me lerás Rimbaud. Nunca mais deixarei de ser saudoso E os meus olhos terão sempre lágrimas Por companhia... /////
Escrito por Nilto Maciel às 14h44
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