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Nilto Maciel e Literatura – niltomaciel@uol.com.br


NILTO MACIEL - CONTOS REUNIDOS I*

Francisco Miguel de Moura*

Conheço o Nilto Maciel em pessoa desde o ano 2000, quando viajamos a Cuba. Íamos conhecer a Ilha de Fidel, de regime socialista, antes que voltasse ao sistema comum, capitalista. Fidel ainda não morreu nem a Ilha deixou completamente de ser socialista. Mas isto é outra história. Antes já conhecia o Nilto das revistas O SACO e LITERATURA, de livros e de algumas cartas.

Mas foi a partir da viagem à Ilha de Fidel que nossa amizade estreitou-se, enlarguecendo o nosso conhecimento mútuo através das nossas leituras recíprocas e do trabalho de divulgação do legado literário nosso e de outros.

Assim, é uma satisfação enorme receber o primeiro volume de CONTOS REUNIDOS (Itinerário, Tempos de mula preta e Punhalzinho cravado de ódio). Escrevi um artigo sobre seus primeiros contos, se não me engano já em segunda edição, pois nele encontrei um escritor com muita força, muito trabalho de linguagem, muito desejo de inovar no conto, sem, no entanto, descer dos padrões da literatura universal: o cuidado com o idioma e com a beleza das imagens, eloqüentes pelo que adaptavam o texto ao contexto como quem veste uma roupa de bom talhe.

Seu trabalho de contista e romancista, mas no conto principalmente, continuou num crescendo que não admira ser ele, hoje, talvez um dos 4 ou 5 melhores contistas do país, em igualdade com Moreira Campos, no passado, e com Augusto Ferraz, no momento, para citar apenas dois nordestinos.

Sobre o CONTOS REUNIDOS, nada melhor que ler sua prefaciadora, Liana Aragão: "Nilto se diz fora do mercado. Engano do tão lúcido autor. Ele não figura, de fato, entre os pares famosos, os da moda, nem também entre os clássicos. Não está, portanto (e por enquanto) entre os mais vendidos. E não quer estar. Ele publica seus próprios livros, mantém blogs, democratiza o acesso aos seus escritos. Por prazer puro. É esse o lugar que aquele jovem com ressalvas éticas frente ao mercado encontrou para si e é nele que quer permanecer.

Voltar a um Nilto que não se conhece – seu primeiro livro é de 1974, acréscimo do resenhador – com a republicação de Itinerário, Tempos de mula preta e Punhalzinho cravado de ódio, juntos, é como se dispor a um requintado prazer inteiramente novo, porém com a garantia de que será bom. É voltar ao novo Nilto, conhecendo o velho."

Se há uns 15 anos eu o comparava com Jorge Luís Borges, não era pra indicar nenhuma filiação. Nilto é muito mais fantástico e à nossa maneira (Brasil). Agora posso dizer que foi apenas uma referência dentro da literatura universal, para afirmar que sua arte, seu conto e seu romance são excelência. Enquanto haja quem gosto de ler a bela literatura, a que vem plena de criatividade e emoção, a sua não morrerá. E creio que vai demorar muito, apesar da internet (ou mesmo por causa dela).

 

*Nilto Maciel, contista e romancista brasileiro, nascido em 1945, Contos Reunidos, Editora Bestiário, Porto Alegre, RS, 2009-www.bestiário.com.br
________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta e escritor brasileiro, resenhador da matéria.

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Escrito por Nilto Maciel às 15h25
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Jornal do Enéas nº 25

Recebi, de meu velho amigo (desde os tempos da revista O Saco - 1976 -, ou antes) Enéas Athanázio, exemplar do Jornal do Enéas nº 25. O periódico é dele, sim, é publicação dele, com textos, fotos, desenhos. Sai de Balneário Camboriú, SC, para o Brasil todo. Milhares de pessoas recebem o jornalzinho. Milhares de amigos dele, nossos, da Literatura. Vamos às "matérias": os artigos "A atualidade do Sófocles e o teatro grego", de Cezar Vieira Ouriques; "Aos que sofrem", de Eugenio Santana; "Reminiscências", de Paulo Cordeiro Saldanha; "Por que ler Monteiro Lobato?", de Léo Pires Ferreira; "Torcedores ou vândalos", de Belmiro Ferreira; "Mais um filhote!", de Silvério da Costa; "O menino e o trem", de Gervásio Tessaleno Luz; e "Portugal, terra irmã", de Luiz Carlos Amorim; "Porposta indecorosa",de Mário Gentil Costa; e "São Cascudo", de Daliana Cascudo. Há, ainda, poemas de Paschoal Motta, Francisco Miguel de Moura e Joel Rogério Furtado. E notícias e quadrinhos.

Contato: e.atha@terra.com.br

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Escrito por Nilto Maciel às 17h50
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Revista Corsário

caros corsários, piratas, bucaneiros, navegantes
 
a corsário tem publicações novas - novíssima do mar - nau & proa & atóis 

 

publicamos poemas, contos, navegações
 
naveguem: 

            24.10.2009 | Rumos

·         24.10.2009 | Viçosalianas

·         24.10.2009 | Sobre sonhos e anseios

·         24.10.2009 | Nem todos os pensamentos podem ser escritos


caros navegadores: estamos em desenvolvimento e aprimoramento de todas nossa seções.

 naveguem e distribuam. 

(caso desejem não receber mais novidades da revista corsário, avisem que removemos o seu email de nossa base de dados)

Mardônio França
editor
www.corsario.art.br

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Escrito por Nilto Maciel às 18h48
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Contos reunidos de Nilto Maciel

Rinaldo de Fernandes

(blogdabeleza ou rinaldofernandes.blog.uol.com.br)

O escritor cearense Nilto Maciel acaba de lançar, pela editora Bestiário, de Porto Alegre, seus Contos reunidos – vol. 1, que reúne os livros Itinerário (1974 – 1990), Tempos de mula preta (1981 – 2000) e Punhalzinho cravado de ódio (1986).

 

Na coletânea de Nilto há pelo menos uma obra-prima – “Punhalzinho cravado de ódio”. Conto extraordinário! Extremamente cinematográfico. Todo um universo da miséria urbana do Nordeste, com seus tipos e ambientes soturnos, é deflagrado em apenas duas páginas. A protagonista, a anã Ana, é um pobre-diabo. Mora na periferia de Fortaleza – a periferia pobre e penumbrosa do Pirambu. Ana cria galinhas e, diariamente, se dirige à mercearia de Bodinho para comprar milho para suas criações. Solitária, humilde das humildes criaturas, foi ficando áspera com a vida – daí armazenar “todos os ódios do Pirambu”. Um dia, cedo da tarde, sofre uma investida (um estupro, com a anuência de Bodinho, presente no ato) do cafajeste Pêu, um tipo bebedor, com o qual ela no passado “experimentou as primeiras dores” do sexo, e que, ao reencontrá-la na pequena e suja mercearia (“salpicada de escarros” e onde zunem “moscas alvoroçadas” e “pegajosas”), arreganha “os dentes podres”. Ana, nesse dia da mais cruel humilhação, do mais terrível rebaixamento, crava na virilha de Pêu um “punhalzinho enferrujado e cheio de ódio”.

 

Poucos contos, na literatura brasileira contemporânea, têm a força de “Punhalzinho cravado de ódio”. Poucos pobres-diabos foram tão bem retratados em nossa ficção!   

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Escrito por Nilto Maciel às 15h47
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www.verbo21.com.br

  • Entrevista com o fotógrafo RICARDO PRADO 
  • baixe o novo CD da banda eletrônica ORBE totalmente free
  • as frases-flecha de sidney rocha por gustavo rios
  • impressões de cuide de você de sophie calle por laiz fraga
  • resenha de arquivo morto de marcelo benvenutti por nelson oliveira
  • o amor segundo b. schianberg por joão sérgio p. bispo

·  a história da negação da condição feminina por manoel mota

·  jean-pierre gattégno: saindo do divâ e mergulhando na literatura policial por chico lopes

·  jorge castillo fan por miguel ángel zaldívar

·  a escrita intensa de jorge rizzini por ângelo mendes côrrea

·  resenha de em nome dos raios de joão m. filho por gustavo felicíssimo

·  conto de diogo costa

·  conto de alex florez

 COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...



Escrito por Nilto Maciel às 17h11
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50 anos da Geração 59

A edição de outubro do Correio das Artes, que circula neste domingo, 25, encartada ao jornal A União, traz em sua capa um registro sobre os 50 anos da Geração 59, grupo de poetas e artistas que mudaram a estética da lírica paraibana. O crítico literário e poeta Hildeberto Barbosa Filho argumenta como a associação desses jovens poetas rompeu com a estética retardatária em voga até então na Paraíba da década de 1950, contribuindo para a construção de uma nova poesia. Integrantes da Geração 59 a exemplo de José Bezerra Cavalcante, Clemente Rosas e Jomar Morais Souto foram convidados para dar seus depoimentos a respeito do que o grupo representou e representa para a literatura paraibana e o que foi ter vivido essa experiência. Correio das Artes publica, nas suas páginas centrais (20 e 21), poemas de nove poetas da Geração 59.

 

Constam também nesta edição:

 

- João Batista de Brito comenta a entrevista de Caetano Veloso sobre cinema publicada na edição de setembro do Correio das Artes;

 

- W. J. Solha resenha tradução de Ivo Barroso para o romance A vida modo de usar, de Jacques Perec;

 

- Poemas de Lenilde Freitas, Antônio Mariano, José Dilorenzo Serpa e Jaldes Reis de Menezes;

 

- Festas Semióticas, coluna de Amador Ribeiro Neto, trata do tema?A poesia e a língua comum de um povo;

 

- Boca de Cena, coluna de Astier Basílio, fala de Oswald, Shakespeare e Companhia do Feijão;

 

- Convivência Crítica, coluna de Hildeberto Barbosa Filho, aborda Mosaicos, o mais recente livro do poeta Ed Porto;

 

- Na coluna Rodapé, Rinaldo de Fernandes conclui a série de comentários sobre a estrutura do conto Bestiário, de Julio Cortázar;

 

- Genilda Azeredo escreve sobre o filme Vicky Cristina Barcelona, de Wood Allen;

 

- Gilberto de Souza Lucena, analise dois poemas de Sérgio de Castro Pinto sobre a coruja, peças integrantes do livro Zoo imaginário;

 

No conto, comparecem o paraibano Bruno Gaudêncio com Cântico Voraz do precipício e o capixaba Cirineu Cecote Stein com Noite;

 

- Lima Trindade resenha Fábulas delicadas, de Eliana Mara

 

E mais: as indicações de indicações de leitura da escritora paraibana Joana Belarmino e do poeta goiano Salomão Sousa, opinião dos leitores e registro de lançamentos nacionais.

 

Com periodicidade mensal, 40 páginas, circulando sempre no último domingo do mês, Correio das Artes tem formato de revista e é um suplemento cultural do jornal paraibano A União, produto governo do estado da Paraíba. É editada por Antônio Mariano e diagramada por Junior Damasceno. A edição de setembro traz ilustrações de Tônio, Sid Az e Nivaldo Araújo.

 

ISSN 1984-7335

 

A edição eletrônica pode ser acessada em http://www.paraiba.pb.gov.br   link do Jornal A União

 

Colaborações em textos ensaísticos em literatura, teatro, cinema, música, artes visuais, resenhas, poemas, contos e opiniões devem ser enviadas por email para 

 

editor.correiodasartes@gmail.com

 

Envio de publicações em livros, folhetos, zines, jornais e revistas devem ser enviadas aos cuidados do editor do Correio das Artes para 

 

A União Superintendência de Imprensa e Editora

BR 101- KM 3

Distrito Industrial

João Pessoa, PB

CEP 58082-010

Visite a minha página:
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Escrito por Nilto Maciel às 15h57
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