Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Bestiario
 Jornal de Poesia
 Olhar panorâmico
 Nirton Venâncio
 Conexão Maringá
 Ao fim da noite


 
Nilto Maciel e Literatura – niltomaciel@uol.com.br




Escrito por Nilto Maciel às 19h01
[] [envie esta mensagem] []



REVISTA VERBO DE MINAS: LETRAS

O número 11/12, de  janeiro/dezembro de 2007, da revista Verbo de Minas: Letras, do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Minas Gerais - Programa de Pós-Graduação, é dedicado, em sua quase totolidade, a Clarice Lispector. Tanto assim é que, como se fosse um livro, tem como título "Clarice Lispector: Palavra e Magia". Além da apresentação, de Maria de Luordes Abreu de Oliveira, traz oito ensaios: "Os laços e suas margens", de Gilberto Mendonça Teles; "O traçado e a entrelinha", de Lúcia Helena; "Amor nos tempos urbanos: os passantes e  o olhar perverso", de Maria de Lourdes Abreu de Oliveira; "Clarice e Rosa - nas brumas da infância reinventada", de Osmar Pereira Oliva; "A verdade e as tartarugas", de Rodrigo Guimarães; "A caosmogonia do amor em Clarice Lispector", de Telma Borges; "A alquimia do amor: uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres", de Teresinha V. Zimbrão da Silva; e "A crônica de Clarice Lispector em diálogo com sua obra literária", de Nícea Nogueira. Há mais cinco textos, voltados para outros temas, como "Literatura, televisão, globalização, transdisciplinaridade e internet", de Pedro Pires Bessa. O ensaísta transcreve parte do meu artigo "Literatura e Internet", publicado em diversos sites, como www.cronopios.com.br  A revista pode ser localizada no site revistaverbodeminas-letras@cesjf.br

/////



Escrito por Nilto Maciel às 17h25
[] [envie esta mensagem] []



Acúmen (Clauder Arcanjo)


Uma hora atrás jurei tristeza infinda,

E o agora diz que a melancolia pode avançar mais.

Pode ir além da corrosão destes destroços,

Pode ir tão longe, onde não haja nenhum remorso.

Tão somente o vácuo de um projeto de sorriso,

Uma gaveta vazia que se ficou de arrumar,

O sobejo de um prato sobre a mesa posta,

E o acalanto de uma ave que já nasceu morta.

Uma hora atrás eu jurava que o acúmen estava sob mim,

E o agora me diz que não há cume no que há de me vir.

Mossoró-RN, 04/05/2007

/////



Escrito por Nilto Maciel às 18h06
[] [envie esta mensagem] []



Os primeiros escritos de Nilto Maciel

Henrique Marques-Samyn

http://marques-samyn.blogspot.com

 

 

A verve experimentalista de Nilto Maciel confirma-se através da leitura do primeiro volume de seus Contos reunidos (Bestiário, 2009), que reúne os textos publicados nos livros Itinerário (1974/1990), Tempos de mula preta (1981/2000) e Punhalzinho cravado de ódio (1986). Autor prolífico e multifacetado, entre os méritos de Nilto está uma incansável disposição para repensar sua própria produção literária, algo que já pode ser percebido nesses primeiros textos – entre os quais merecem destaque o forte “Punhalzinho cravado de ódio”, o patético “Detalhes interessantes da vida de Umzim” e o bem urdido “Tadeu e a mariposa”.

Extraindo seus motivos de temas históricos, regionalistas ou fantásticos – não sendo incomum a mescla de elementos oriundos desses diversos campos –, Nilto Maciel é o tipo de escritor que resiste a rótulos e a categorizações. Transparece nesse pluralismo um pendor fundamentalmente comprometido com o próprio exercício da escrita: é esse um autor para quem a criação literária é uma forma de organizar e questionar o real – conquanto esse termo, no vocabulário do autor cearense, seja de difícil definição.

Reunindo os primórdios da obra de uma importante figura das letras brasileiras contemporâneas – sobretudo por sua atitude democrática, justamente destacada pela prefaciadora Liana Aragão, que por longos anos materializou-se na revista Literatura – , Contos reunidos de Nilto Maciel vem, em boa hora, ocupar um espaço de valor em nossas estantes: aquele lugar destinado às obras dos que, além de criadores, são também fomentadores da cultura brasileira.

 /////



Escrito por Nilto Maciel às 16h58
[] [envie esta mensagem] []



FEMíNEA FRONTEIRA

Calista Serpe

VAMPIRIA

E quando enfim meus lábios agasalham
o que em ti se faz rijo por desejo, e quando enfim
consinto deleitar-te com meus beijos
.............................................................
e trêmulo pressinto que te elevas
ao vértice do gozo, mais te enlaço
com minha língua: e, junto aos teus joelhos,
entrego-me a ti como um róseo receptáculo
e arranco de teu sumo a essência que me alenta
.............................................................
e enquanto finalmente te prostras, exausto,
sorvo, silente e sedenta,
inteira tua semente.
/////



Escrito por Nilto Maciel às 16h59
[] [envie esta mensagem] []



Propósito

Inocêncio de Melo Filho

 

Vou te esquecer em paris

Conseguirei?

Intenciono banhar-me no sena

E lavar minhas roupas

Para que seu cheiro não alcance

A minha memória.

/////



Escrito por Nilto Maciel às 15h04
[] [envie esta mensagem] []



Livros recebidos

- Tris, de Ylo Barroso Fraga. Fortaleza: Ed.Corsário, 2008. Nas abas, uma análise dos poemas, pelo poeta Oswald Barroso. Prefácio de Carlos Emílio C.Lima, que assim começa: "Quase toda essa poesia, inscrita na água votiva destas páginas branquíssimas de intensidade florescente, é a forma de procura de uma melodia fugidia, uma música em busca de vértebras, ardentes de argila, móveis."

- An., de Uirá dos Reis. Fortaleza: Ed.Corsário, 2009. Na capa não há título nem nome do autor. Apenas o desenho pequeno de um pato: "Doudo", de o fantasma Le glitterfinger para SuburbanaCo. Apresentação d'O Poeta de Meia-Tigela, que insere uma nota do autor: "A palavra an, presente na ficha catalográfica, é de origem tupi, significando "escuro", "sombrio", "fantasma"; foi-me sugerida por meu amigo Gleizer Freitas. Por exigência da Biblioteca Nacional é preciso utilizar um nome de inscrição para o livro,e por extenso."

- A mulher, o homem e o cão, de Nicodemos Sena. Taubaté, SP: LetraSelvagem, 1ª ed., 2009. No último parágrafo das abas, Oscar D'Ambrosio argumenta: "Os enigmas que traz à tona estão, na verdade, dentro de cada um. Suas histórias acordam o gigante adormecido da capacidade humana de raciocinar, colocando-o no centro do picadeiro dos dilemas, enigmas e desafios da existência." Prefácio de Christina Ramalho: "Um jogo de triângulos": "Penso no romance A mulher, o homem e o cão como um caleidoscópio, cujas imagens brotam da associação constante e mutável de pequenos triângulos simbólicos que encerram em si significados próprios logo transgredidos e transformados por outros, trazidos pelo movimento contínuo do brinquedo." 

- Inventártio das sombras, de Renato Barros de Castro. Fortaleza: Governo do Estado, Secretaria de Cultura, Expressão Gráfica Editora, 2009. A primeira orelha é assinada por Tércia  Montenegro: "Renato consegue, numa atmosfera de delicadeza semelhante à obra do húngaro Sándor Márai, recordar um princípio fundamental: literatura é fabulação". Renato é o antigo Cherlanyo Barros, autor de dois livros. Este romance foi vencedor do IV Edital de Incentivo às Artes da SECULT, na categoria obra inédita.

- Cabelos cor de prata: entrevista com o poeta Rogaciano Leite, de Waldy Sombra. Fortaleza: Edições UFC, 2009. Homenagem ao jornalista, compositor e poeta Rogaciano Leite (1920 - 1969), pai do poeta Rogaciano Leite Filho (um dos mais criativos organizadores de cultura no Ceará). O livro é também uma antologia. Algumas fotografias e partituras. Ilustrações de Audifax Rios.

- Saída de emergência, de P. J. Ribeiro. Cataguases: Do Autor, 2009. Apresentação de Ricaro Alfaya: (...) "torno a dizer que o conjunto se acha dentre as obras mais originais e significativas da literatura mundial, no gênero conto". O autor é carioca-mineiro. Todos os seus vinte livros (poemas, contos, cartões postais, teatro-performance, etc) foram editados em Cataguases e sempre por sua conta e risco.

Pedidos: pjribeiro2006@hotmail.com

/////



Escrito por Nilto Maciel às 22h07
[] [envie esta mensagem] []



Nada (Pedro Du Bois)

 

Nada somos

sem as tragédias

             diárias: ínfimas

                         apequenadas

         quase nada diante do despropósito.

 

      Diariamente nos destruímos

      em sobrevivências

      e afagamos animais

      estimados. Choramos

      nossas crianças. Cultivamos

      crenças destinadas

      ao ocaso.

 

 
outros poemas:
http://pedrodubois.blogspot.com
http://valeemversos.blogspot.com

/////



Escrito por Nilto Maciel às 21h30
[] [envie esta mensagem] []



Conexão Maringá de novembro

Queridos amigos,
A nossa Conexão Maringá foi atualizada.
Façam uma visita, participem, divulguem!
Abraços,
Valéria.
www.conexaomaringa.com
 
Contos


Belvedere Bruno
Caio Porfírio Carneiro
Clauder Arcanjo
Cunha de Leiradella
José Antonio Neto
Marcelo Sguassábia
Maria João Oliveira
Nilto Maciel
Valéria Nogueira Eik
Vicência Jaguaribe


Crônicas

Adilson Luiz Gonçalves
Braz Chediak
Cissa Oliveira
Doca Ramos Mello
Francisco Simões
Jorge Adelar Finatto
Maria Lindgren
Vássia Silveira


Poemas

A. Pedro Ribeiro
Arine Mello Junior
Gustavo Felicíssimo
Lílian Maial
Luís Serguilha
Martinho Tota
Paulo Roberto Cecchetti
Rubens Jardim
Valéria Nogueira Eik
Yara Camillo e Hijak Skank


Artigos

Adelto Gonçalves
Almandrade
Anderson Borges Costa
Anderson Braga Horta
Antero Barbosa
Kátia Torres Negrisoli
Luís Costa
Oscar D`Ambrosio
Pedro Silva


Artes Plásticas

Celito Medeiros
Chico Lopes
Floriano Martins


Fotografia

Londres, sob as lentes de Lupércio Mundim

Cinefilia
Chico Lopes comenta os filmes: “Tinha que ser você” e “Foi apenas um sonho”. 


Mosaico

1a Jornada Interartes OUTRAS PALAVRAS
55a Feira do Livro de Porto Alegre
Alvoramada (Paulo Roberto Cecchetti)
Contos Reunidos, Volume I (Nilto Maciel)
Estes Momentos (Arine Mello Jr.)
Exposição 435 anos de Niterói
Exposição O CORDEIRO PRESSENTE O LOBO (João Werner)
Medalha/Diploma AMIGOS DA ARTE
Museu Virtual Abertura
Poemas por amor (Alexandre Marino)
Prêmio de Literatura Unifor


Alice Varajão 

Coleção Aplauso lança o 200º título
Curtas, porém, distintas...
Gastronomia / Saúde infantil
LITERATURA PARA VIAJANTES
MABU THERMAS & RESORT LANÇA PACOTE INÉDITO DE FIM DE ANO
Minha pátria é a língua portuguesa (Adriano de Freixo)
NATAL E FIM DE ANO 

*****



Escrito por Nilto Maciel às 15h12
[] [envie esta mensagem] []



NILTO MACIEL - CONTOS REUNIDOS I*

Francisco Miguel de Moura*

Conheço o Nilto Maciel em pessoa desde o ano 2000, quando viajamos a Cuba. Íamos conhecer a Ilha de Fidel, de regime socialista, antes que voltasse ao sistema comum, capitalista. Fidel ainda não morreu nem a Ilha deixou completamente de ser socialista. Mas isto é outra história. Antes já conhecia o Nilto das revistas O SACO e LITERATURA, de livros e de algumas cartas.

Mas foi a partir da viagem à Ilha de Fidel que nossa amizade estreitou-se, enlarguecendo o nosso conhecimento mútuo através das nossas leituras recíprocas e do trabalho de divulgação do legado literário nosso e de outros.

Assim, é uma satisfação enorme receber o primeiro volume de CONTOS REUNIDOS (Itinerário, Tempos de mula preta e Punhalzinho cravado de ódio). Escrevi um artigo sobre seus primeiros contos, se não me engano já em segunda edição, pois nele encontrei um escritor com muita força, muito trabalho de linguagem, muito desejo de inovar no conto, sem, no entanto, descer dos padrões da literatura universal: o cuidado com o idioma e com a beleza das imagens, eloqüentes pelo que adaptavam o texto ao contexto como quem veste uma roupa de bom talhe.

Seu trabalho de contista e romancista, mas no conto principalmente, continuou num crescendo que não admira ser ele, hoje, talvez um dos 4 ou 5 melhores contistas do país, em igualdade com Moreira Campos, no passado, e com Augusto Ferraz, no momento, para citar apenas dois nordestinos.

Sobre o CONTOS REUNIDOS, nada melhor que ler sua prefaciadora, Liana Aragão: "Nilto se diz fora do mercado. Engano do tão lúcido autor. Ele não figura, de fato, entre os pares famosos, os da moda, nem também entre os clássicos. Não está, portanto (e por enquanto) entre os mais vendidos. E não quer estar. Ele publica seus próprios livros, mantém blogs, democratiza o acesso aos seus escritos. Por prazer puro. É esse o lugar que aquele jovem com ressalvas éticas frente ao mercado encontrou para si e é nele que quer permanecer.

Voltar a um Nilto que não se conhece – seu primeiro livro é de 1974, acréscimo do resenhador – com a republicação de Itinerário, Tempos de mula preta e Punhalzinho cravado de ódio, juntos, é como se dispor a um requintado prazer inteiramente novo, porém com a garantia de que será bom. É voltar ao novo Nilto, conhecendo o velho."

Se há uns 15 anos eu o comparava com Jorge Luís Borges, não era pra indicar nenhuma filiação. Nilto é muito mais fantástico e à nossa maneira (Brasil). Agora posso dizer que foi apenas uma referência dentro da literatura universal, para afirmar que sua arte, seu conto e seu romance são excelência. Enquanto haja quem gosto de ler a bela literatura, a que vem plena de criatividade e emoção, a sua não morrerá. E creio que vai demorar muito, apesar da internet (ou mesmo por causa dela).

 

*Nilto Maciel, contista e romancista brasileiro, nascido em 1945, Contos Reunidos, Editora Bestiário, Porto Alegre, RS, 2009-www.bestiário.com.br
________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta e escritor brasileiro, resenhador da matéria.

/////

 



Escrito por Nilto Maciel às 15h25
[] [envie esta mensagem] []



Jornal do Enéas nº 25

Recebi, de meu velho amigo (desde os tempos da revista O Saco - 1976 -, ou antes) Enéas Athanázio, exemplar do Jornal do Enéas nº 25. O periódico é dele, sim, é publicação dele, com textos, fotos, desenhos. Sai de Balneário Camboriú, SC, para o Brasil todo. Milhares de pessoas recebem o jornalzinho. Milhares de amigos dele, nossos, da Literatura. Vamos às "matérias": os artigos "A atualidade do Sófocles e o teatro grego", de Cezar Vieira Ouriques; "Aos que sofrem", de Eugenio Santana; "Reminiscências", de Paulo Cordeiro Saldanha; "Por que ler Monteiro Lobato?", de Léo Pires Ferreira; "Torcedores ou vândalos", de Belmiro Ferreira; "Mais um filhote!", de Silvério da Costa; "O menino e o trem", de Gervásio Tessaleno Luz; e "Portugal, terra irmã", de Luiz Carlos Amorim; "Porposta indecorosa",de Mário Gentil Costa; e "São Cascudo", de Daliana Cascudo. Há, ainda, poemas de Paschoal Motta, Francisco Miguel de Moura e Joel Rogério Furtado. E notícias e quadrinhos.

Contato: e.atha@terra.com.br

///// 



Escrito por Nilto Maciel às 17h50
[] [envie esta mensagem] []



Revista Corsário

caros corsários, piratas, bucaneiros, navegantes
 
a corsário tem publicações novas - novíssima do mar - nau & proa & atóis 

 

publicamos poemas, contos, navegações
 
naveguem: 

            24.10.2009 | Rumos

·         24.10.2009 | Viçosalianas

·         24.10.2009 | Sobre sonhos e anseios

·         24.10.2009 | Nem todos os pensamentos podem ser escritos


caros navegadores: estamos em desenvolvimento e aprimoramento de todas nossa seções.

 naveguem e distribuam. 

(caso desejem não receber mais novidades da revista corsário, avisem que removemos o seu email de nossa base de dados)

Mardônio França
editor
www.corsario.art.br

/////



Escrito por Nilto Maciel às 18h48
[] [envie esta mensagem] []



Contos reunidos de Nilto Maciel

Rinaldo de Fernandes

(blogdabeleza ou rinaldofernandes.blog.uol.com.br)

O escritor cearense Nilto Maciel acaba de lançar, pela editora Bestiário, de Porto Alegre, seus Contos reunidos – vol. 1, que reúne os livros Itinerário (1974 – 1990), Tempos de mula preta (1981 – 2000) e Punhalzinho cravado de ódio (1986).

 

Na coletânea de Nilto há pelo menos uma obra-prima – “Punhalzinho cravado de ódio”. Conto extraordinário! Extremamente cinematográfico. Todo um universo da miséria urbana do Nordeste, com seus tipos e ambientes soturnos, é deflagrado em apenas duas páginas. A protagonista, a anã Ana, é um pobre-diabo. Mora na periferia de Fortaleza – a periferia pobre e penumbrosa do Pirambu. Ana cria galinhas e, diariamente, se dirige à mercearia de Bodinho para comprar milho para suas criações. Solitária, humilde das humildes criaturas, foi ficando áspera com a vida – daí armazenar “todos os ódios do Pirambu”. Um dia, cedo da tarde, sofre uma investida (um estupro, com a anuência de Bodinho, presente no ato) do cafajeste Pêu, um tipo bebedor, com o qual ela no passado “experimentou as primeiras dores” do sexo, e que, ao reencontrá-la na pequena e suja mercearia (“salpicada de escarros” e onde zunem “moscas alvoroçadas” e “pegajosas”), arreganha “os dentes podres”. Ana, nesse dia da mais cruel humilhação, do mais terrível rebaixamento, crava na virilha de Pêu um “punhalzinho enferrujado e cheio de ódio”.

 

Poucos contos, na literatura brasileira contemporânea, têm a força de “Punhalzinho cravado de ódio”. Poucos pobres-diabos foram tão bem retratados em nossa ficção!   

/////



Escrito por Nilto Maciel às 15h47
[] [envie esta mensagem] []



www.verbo21.com.br

  • Entrevista com o fotógrafo RICARDO PRADO 
  • baixe o novo CD da banda eletrônica ORBE totalmente free
  • as frases-flecha de sidney rocha por gustavo rios
  • impressões de cuide de você de sophie calle por laiz fraga
  • resenha de arquivo morto de marcelo benvenutti por nelson oliveira
  • o amor segundo b. schianberg por joão sérgio p. bispo

·  a história da negação da condição feminina por manoel mota

·  jean-pierre gattégno: saindo do divâ e mergulhando na literatura policial por chico lopes

·  jorge castillo fan por miguel ángel zaldívar

·  a escrita intensa de jorge rizzini por ângelo mendes côrrea

·  resenha de em nome dos raios de joão m. filho por gustavo felicíssimo

·  conto de diogo costa

·  conto de alex florez

 COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...



Escrito por Nilto Maciel às 17h11
[] [envie esta mensagem] []



50 anos da Geração 59

A edição de outubro do Correio das Artes, que circula neste domingo, 25, encartada ao jornal A União, traz em sua capa um registro sobre os 50 anos da Geração 59, grupo de poetas e artistas que mudaram a estética da lírica paraibana. O crítico literário e poeta Hildeberto Barbosa Filho argumenta como a associação desses jovens poetas rompeu com a estética retardatária em voga até então na Paraíba da década de 1950, contribuindo para a construção de uma nova poesia. Integrantes da Geração 59 a exemplo de José Bezerra Cavalcante, Clemente Rosas e Jomar Morais Souto foram convidados para dar seus depoimentos a respeito do que o grupo representou e representa para a literatura paraibana e o que foi ter vivido essa experiência. Correio das Artes publica, nas suas páginas centrais (20 e 21), poemas de nove poetas da Geração 59.

 

Constam também nesta edição:

 

- João Batista de Brito comenta a entrevista de Caetano Veloso sobre cinema publicada na edição de setembro do Correio das Artes;

 

- W. J. Solha resenha tradução de Ivo Barroso para o romance A vida modo de usar, de Jacques Perec;

 

- Poemas de Lenilde Freitas, Antônio Mariano, José Dilorenzo Serpa e Jaldes Reis de Menezes;

 

- Festas Semióticas, coluna de Amador Ribeiro Neto, trata do tema?A poesia e a língua comum de um povo;

 

- Boca de Cena, coluna de Astier Basílio, fala de Oswald, Shakespeare e Companhia do Feijão;

 

- Convivência Crítica, coluna de Hildeberto Barbosa Filho, aborda Mosaicos, o mais recente livro do poeta Ed Porto;

 

- Na coluna Rodapé, Rinaldo de Fernandes conclui a série de comentários sobre a estrutura do conto Bestiário, de Julio Cortázar;

 

- Genilda Azeredo escreve sobre o filme Vicky Cristina Barcelona, de Wood Allen;

 

- Gilberto de Souza Lucena, analise dois poemas de Sérgio de Castro Pinto sobre a coruja, peças integrantes do livro Zoo imaginário;

 

No conto, comparecem o paraibano Bruno Gaudêncio com Cântico Voraz do precipício e o capixaba Cirineu Cecote Stein com Noite;

 

- Lima Trindade resenha Fábulas delicadas, de Eliana Mara

 

E mais: as indicações de indicações de leitura da escritora paraibana Joana Belarmino e do poeta goiano Salomão Sousa, opinião dos leitores e registro de lançamentos nacionais.

 

Com periodicidade mensal, 40 páginas, circulando sempre no último domingo do mês, Correio das Artes tem formato de revista e é um suplemento cultural do jornal paraibano A União, produto governo do estado da Paraíba. É editada por Antônio Mariano e diagramada por Junior Damasceno. A edição de setembro traz ilustrações de Tônio, Sid Az e Nivaldo Araújo.

 

ISSN 1984-7335

 

A edição eletrônica pode ser acessada em http://www.paraiba.pb.gov.br   link do Jornal A União

 

Colaborações em textos ensaísticos em literatura, teatro, cinema, música, artes visuais, resenhas, poemas, contos e opiniões devem ser enviadas por email para 

 

editor.correiodasartes@gmail.com

 

Envio de publicações em livros, folhetos, zines, jornais e revistas devem ser enviadas aos cuidados do editor do Correio das Artes para 

 

A União Superintendência de Imprensa e Editora

BR 101- KM 3

Distrito Industrial

João Pessoa, PB

CEP 58082-010

Visite a minha página:
http://antoniomariano.hpg.ig.com.br
/////


Escrito por Nilto Maciel às 15h57
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]